Professor William Veloso da Silva
Esportes Radicais são práticas esportivas que podem ser consideradas
formais e informais, vivenciadas a partir de sensações, sentimentos e emoções,
onde o que prevalece são condições de riscos calculados, podendo ser realizados
em ambientes artificiais que não comprometam a sustentabilidade e/ou no próprio
ambiente natural (florestas, rios, praias etc). Apesar de existir a muito tempo, se
consolidou e começou realmente ser estudado pela educação física em meados do
século XX e inicio do século XXI (PEREIRA et al., 2008; AURICCHIO, 2008).
O Rafting por exemplo, é uma atividade praticada em corredeiras de rios com
botes que comportam de cinco a dez pessoas e que necessita da coordenação das
remadas e do entendimento de todos os praticantes durante as quedas dos rios,
para que se obtenha sucesso na atividade, acabando por promover sensações
únicas de cooperação e trabalho em equipe, pois, a cada descida, as quedas do rio
estão diferentes, seja pelo volume de água, seja pelo posicionamento do bote,
tornando a aventura sempre cheia de surpresas e necessidade de adaptação
(CARNICELLI FILHO, 2005). O objetivo deste trabalho é apresentar a modalidade Raftng como instrumento
na educação ambiental, formal e não formal.
1 O QUE É O RAFTING?
O Rafting é um esporte radical aquático onde um grupo de pessoas desce
corredeiras e rios, dentro de um bote inflável, fazendo com que os participantes
melhorem suas capacidades físicas e psicológicas, através de suas habilidades
motoras e psíquicas.
1.1 HISTÓRIA
Sua história remonta a segunda metade do século XIX, quando John Wesley
Powel, em 1869, organizou a primeira expedição registrada. A aventura
aconteceu no rio Colorado, EUA e os barcos utilizados eram de madeira e com
remo central. No começo, as técnicas de condução destas embarcações eram
primárias e, portanto, os praticantes tiveram muitos problemas, como
capotamentos e choques com pedras. Porém, a práticas e as técnicas de Rafting
se desenvolveram com velocidade surpreendente, tanto que, em 1909, apenas
40 anos depois dessa aventura registrada, aconteceu a primeira viagem, com
finalidade comercial, realizada pela Juliu´s Stone´s Grand Canyon
(SOUZA,2004).
1.1 HISTÓRIA
Sua história remonta a segunda metade do século XIX, quando John Wesley
Powel, em 1869, organizou a primeira expedição registrada. A aventura
aconteceu no rio Colorado, EUA e os barcos utilizados eram de madeira e com
remo central. No começo, as técnicas de condução destas embarcações eram
primárias e, portanto, os praticantes tiveram muitos problemas, como
capotamentos e choques com pedras. Porém, a práticas e as técnicas de Rafting
se desenvolveram com velocidade surpreendente, tanto que, em 1909, apenas
40 anos depois dessa aventura registrada, aconteceu a primeira viagem, com
finalidade comercial, realizada pela Juliu´s Stone´s Grand Canyon
(SOUZA,2004).
1.2 RAFTING NO BRASIL
No Brasil, a história do Rafting é bem mais recente e inicia com a chegada,
em 1982, dos primeiros botes para corredeira. Esses botes foram trazidos com a
finalidade de montar a primeira empresa brasileira, a TY-Y Expedições, a qual,
no início, operava no Rio Paraibuna do Sul e Rio Paraibuna, ambos em Três
Rios, RJ. Mas, foi na década de 90 que começaram a surgir novas empresas e
iniciou-se a exploração de outros rios em diversos estados do país (SOUSA,
2004).
2 REGRAS
Dentre as Várias regras existentes, nas mais variadas modalidades dentro do
rafting cito:
2.1 DAS INSCRIÇÕES E EQUIPES
As equipes deverão ser compostas apenas por atletas cadastrados na CBCa
com idade mínima de quatorze anos. Toda equipe será representada, desde o
ato de inscrição até o final do campeonato, pelo respectivo “Chefe”, o qual
assumirá a responsabilidade pelas informações repassadas e pela segurança de
suas respectivas embarcações.
2.1.1 Quantidades de participantes
As equipes poderão inscrever no mínimo seis e no máximo oito atletas
no Campeonato. Cada prova terá a participação mínima obrigatória de seis
atletas.
2.1.2 Designação do chefe
No momento da inscrição cada equipe deverá designar um "Chefe de
Equipe", que responderá oficialmente pela mesma, tendo participação obrigatória
nas reuniões oficiais agendadas pela CBCa.
2.2 ORGANIZAÇÃO
A organização do evento será da Associação filiada local e do Município
Sede, cabendo à CBCa a supervisão do Campeonato.
2.3 CATEGORIAS
Serão abertas três categorias para a disputa do Campeonato Brasileiro:
Masculina: Formada por homens e/ou mulheres.
Feminina: Formada só por mulheres.
Juvenil: Formada por homens/e ou mulheres com idade entre 14 a 18 anos.
2.4 COMANDOS
Os comandos são dados pelo líder que é escolhido no momento da inscrição
da equipe, estes servem para o bom desempenho da equipe desde que seja
bem entendido e bem executado, são esses:
2.4.1 Comandos de ramada
Frente: todos no bote remam em frente, colocando a pá do remo a
aproximadamente 1 metro à frente e puxando até a linha lateral do corpo. É
importante que toda a pá do remo esteja submersa, para que se aumente a
quantidade de água puxada.
Ré: todos no bote remam em ré. Coloca-se a pá do remo
aproximadamente 1 metro atrás da linha lateral do corpo e puxa-se até a
lateral do corpo.
Direita ré: as pessoas do lado direito do bote remam em ré, os da
esquerda em frente. Esse comando realizará a rotação do bote em
sentido anti-horário.
Esquerda ré: as pessoas do lado esquerdo do bote remam em ré, os da
direita em frente. O bote irá gira em sentido horário.
Parou: todos devem parar de remar sem, no entanto, soltar os remos,
principalmente a mão que segura o cabo.
2.4.2 Outros Comandos:
Piso ou fundo: todos devem se ajoelhar ou sentar dentro do bote. Este
comando serve para dar maior estabilidade ao bote (utilizado
geralmente em quedas 22 grandes). Assim como no comando “Parou“,
os praticantes não devem soltar os remos, principalmente o suporte em
forma de T.
Peso à direita ou à esquerda: caso o bote suba de lado em alguma
pedra, os passageiros devem se colocar no lado mais alto do bote.
Quando o bote encalha e tende a virar, deve-se mudar todo o peso
para o lado mais alto do bote.
Scout: caminhar na margem para decidir o melhor percurso. Os
equipamentos básicos para uma prática segura do Rafting são: os
remos (composto por três partes: suporte em formato de T, cano e a
pá, confeccionados em material leve e resistente, são flutuantes e em
caso de emergência pode ser utilizado como equipamento de
segurança e resgate; capacete (produzido em material resistente,
geralmente termoplástico, possui aberturas na calota (parte superior do
capacete) para autodrenagem, regulagem interna de tamanho e
protetores de orelha); colete salva-vidas (desenhado especificamente
para a prática de Rafting, conta com espuma de flutuação, 4 clips de
fixação, fitas de regulagem nas laterais, flutuador de cabeça e reforço
nos ombros para eventuais resgates; botes (feitos de material como
uretano e PVC e de borracha, como hypalon, de tamanho variado entre
12 e 20 pés, que permite de 5 a 12 pessoas; saco de resgate
(equipamento especialmente desenhado para facilitar o transporte e o
arremesso da corda. É composto de um saco de nylon e uma corda
maleável, a qual pode ser de diversos tamanhos) (CARNICELLI
FILHO, 2005)
2.5 EQUIPAMENTOS:
Os equipamentos utilizados no esporte são:
Botes;
Remos;
Capacetes;
Coletes salva- vidas;
Roupa Neoprene;
Calçados;
Cabos de resgate.
3 A IMPORTÂNCIA E OS BENEFÍCIOS DA PRATICA DO RAFITING NA
SOCIEDADE.
Existe relação entre lazer e meio ambiente, principalmente através das
Práticas Corporais na Natureza tem uma importância relativamente grande
para a sociedade, e seria muito mais bem aproveitada quando a sociedade
tomasse conhecimento de tal importância.
Citando a pratica do rafiting, as pessoas que procuram o esporte em
busca de novas aventuras e adrenalina, conseguem perceber o quanto a
prática desse esporte auxilia e beneficia seus corpos e suas mentes, fazendo
com que os mesmos tenham uma consciência ambiental maior, tenham um
melhor condicionamento físico, mostrando o quanto é importante para a
sociedade o saber trabalhar em equipe, ou seja, a prática do rafiting traz uma
serie de benefícios para a sociedade, desde que seja praticada de forma
correta e também compreendida através de certo grau de reflexão.
4 INTRODUÇÃO DA PRÁTICA DE RAFITING NA ESCOLA
Nos dias atuais, em meio a tantos acontecimentos catastróficos com relação a
natureza e o meio ambiente, não devemos deixar de conscientizar nossos
alunos sejam eles crianças jovens ou adultos dentro das instituições de ensino,
para que os mesmos possam obter uma visão de preservação e proteção do
meio em que vivemos e que queremos deixar para o nosso futuro.
Através da atividade do rafiting nas escolas podemos trabalhar vários temas
que envolvem o currículo escolar, tais como:
Fauna e Flora;
A importância da mata ciliar;
Mata Atlântica;
Assoreamento;
Erosão das margens;
Desmatamentos;
A importância da água limpa;
Bacia Hidrográfica , entre outras.
4.1 FORMA DE APLICAÇÃO DE CONTEÚDO
A primeira forma de aplicação do rafiting seria na sala de aula, trabalhando
com os educandos a importância do rafiting a ligação que ele tem com a
consciência ambiental dentre outros aspectos. Isso fará com que os educandos
tomem consciência e de tamanha atenção e importância para a atividade.
Em consequência disso, teremos as aulas praticas onde os alunos
primeiramente conhecerão os materiais a serem utilizados na praticado rafiting,
serão apresentados também as regras e comandos para a prática de forma
correta.
Utilizando da criatividade como iniciação prática os alunos farão os
comandos, com o bote apenas no chão de uma sala de aula ou local adequado,
para que os mesmos possam vivenciar de forma prática os tipos de remadas e
movimentos a serem realizados na hora da prática em si.
A escola organizará excursões com os alunos para que os mesmos possam
vivenciar uma descida de corredeira/rio, e terem uma experiência, colocando
em prática tudo aquilo que estava sendo colocado para eles na sala de aula.
Para finalizar, os alunos farão um debate de fechamento de projeto discutindo
tudo aquilo que foi vivenciado no rafiting.
Levando-se em consideração os aspectos mencionados, é imprescindível que
todos se conscientizem de que o esporte radical que trás consigo o contato com
a natureza (citando rafiting) é de grande relevância na formação de cidadãos
com consciência ambiental. É imprescindível que este falte ao currículo escolar,
levando em consideração que o problema ambiental já está alarmante no
mundo todo, correndo sérios riscos de piorar cada vez mais.
REFERÊNCIAS
AURICCHIO, J.Ricardo. Definição de esportes de aventura e esportes radicais pelo
ministério do esporte. Disponível em:
http://catturaventura.blogspot.com.br/2008/02/definio-de-esportes-de-aventurae.html.
Acessado em 28/ABR/2016.
CARNICELLI FILHO, S; SCHWARTZ.G.M. Guias de Rafting: perfil e emoções.
Lécturas educación física y deportes (Buenos Aires). Año 10 - N° 85, 2005.
Disponível em: Acesso em: 28/ABR/2016.
CARNICELLI FILHO, S. Rafting: Emoções e Sensações no Meio Natural. 2005. 50f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Educação Física) – Instituto de
Biociências, Universidade Estadual Paulista – Campus Rio Claro, Rio Claro, 2005.
FILHO, S. Carnicelli. Guia de rafting: perfil e emoções. Disponível em:
http://www.efdeportes.com/efd85/rafting.htm. acessado em 28/ABR/2016.
PEREIRA, Dimitri Wuo; ARMBRUST, Igor; RICARDO, Denis Prado. Esportes
Radicais de Aventura e Ação, conceitos, classificações e características.
Corpoconsciência. Santo André – SP, FEFISA, v. 12, n. 1, 2008, p. 37 – 55
SOUSA, F.R. O imaginário no rafting: uma busca pelos sentidos da aventura, do
risco e da vertigem. 2004. 212 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) -
Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 2004.